quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ping pong sobre motivações para escrever.





Algumas curiosidades sobre mim. Fique a vontade. Leia e deixe a sua pergunta que vai ser um prazer responder cada uma delas.

Como você começa o seu dia?
Acordo já disposto a ter um dia abençoado! Um dia onde por mais que as adversidades se acheguem a mim, ainda assim, eu preciso me manter disposto a estar feliz! Porque a felicidade depende da minha busca.

Em que hora do dia você sente que trabalha melhor?
Me envolvo fácil nas minhas tarefas. Se precisa ser resolvido, eu resolvo logo pra não deixar para o dia seguinte. Porém, o horário que sinto que produzo mais, é a noite!

3.      Você tem algum ritual de preparação para a escrita?
Não! Só escrevo quando estou com vontade. Quando vem a inspiração. Não gosto de escrever por obrigação porque não flui. Quando é forçado não é bem feito. Escrever é uma dádiva de poucos, então eu não posso ser negligente a ponto de escrever qualquer coisa pensando nos meus leitores. Eles precisam ler algo de qualidade e não apenas ler, precisam se encontrar nas entrelinhas dos meus maus traçados poemas. Minha meta sempre foi esta e se não atingir, de nada valeu a penas tê-los escritos. Escrever é como marcar um encontro com a pessoa amada. Você sonha, você se planeja. Você mentaliza aquele momento e não pode perder a chance de não apenas se mostrar pra este alguém, mas tocar o teu coração!

Você escreve um pouco todos os dias ou em períodos concentrados? Você tem uma meta de escrita diária?
Escrevo sim. Quase todos os dias sou impulsionado a escrever algo. E o que é mais interessante que às vezes algo começa a queimar dentro de mim querendo ganhar vida e se eu não parar no mínimo para rascunhar, não fico em paz. Então dou um jeito de pegar papel e caneta e escrever. Caneta nunca me falta no bolso, mas se faltar, acesso minha página de rascunho no meu celular e registro aquelas inquietações pra depois aprimorar aquela reflexão! Como meta, eu sempre penso que quanto mais eu escrevo, mais eu desenvolvo minha escrita e pensando no meu leitor, eu procuro dar o meu melhor.

 Como você lida com as travas da escrita, como a procrastinação, o medo de não corresponder às expectativas e a ansiedade de trabalhar em projetos longos?
Como sei que é um desafio, procuro me dedicar o máximo. Leio bastante. Faço anotações diante de frases que não concordo porque elas geram inquietações em mim e logo corro para escrever. Como gosto muito de poesias ou poemas, sempre estou atento ao que está ao meu redor porque a Poesia surge dos pequenos momentos e da simplicidade com que você ver as coisas. É preciso ver além do que os teus olhos veem. É preciso sentir a sensibilidade até mesmo de uma pedra que por si, já nos dá muitas lições. Quanto as minhas expectativas, sempre há porque escrever um livro não é qualquer coisa. Tem que ter algo bom, algo que leve o leitor a julgar não apenas a capa, mas ser levado a mergulhar diante daquilo que se ler.

Quantas vezes você revisa seus textos antes de sentir que eles estão prontos? Você mostra seus trabalhos para outras pessoas antes de publicá-los?
Leio, releio. Pesquiso! Não existe uma quantidade específica porque quanto mais você ler, mais você encontra os erros e corrige cada um deles. Gosto de mostrar pra outras pessoas porque podem encontrar algo que passou despercebido aos meus olhos e quanto a opinião, é super importante. Não conto as vezes que já reescrevi textos porque alguém disse que poderia ficar melhor se eu acrescentasse isso ou aquilo. Isso é o que torna rico o nosso trabalho. É preciso está aberto as correções e críticas porque crescemos através delas.
Como é sua relação com a tecnologia? Você escreve seus primeiros rascunhos à mão ou no computador?
Por muitas vezes escrevo a mão, mas pra adiantar gosto de já escrever no meu notebook, mas sempre com o cuidado pra não perder nenhum rascunho. Tanto é, que já envio logo para meu e-mail porque fica um pouco mais seguro. Porém, poesias acho mais realista quando escritos a mão. Porque você busca não apenas as palavras, mas busca sentir cada uma delas e isso te dá um certo prazer.

 De onde vêm suas ideias? Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo?
Sou um cara muito sensível a tudo o que vejo. Acho que tenho um olhar mais atencioso para as coisas, para as pessoas, para as situações que fazem parte da vida. Isso nos faz captar com mais facilidade as palavras certas para transformar aquilo ou aquele em verso e prosa. É preciso ver além do que se ver. Gosto de versar muito também sobre pessoas, principalmente num momento onde tem prevalecido a individualidade, o egoísmo... Há beleza no SER HUMANO. Ninguém é desprezível, ninguém tem apenas defeitos. Somos feitos de defeitos e qualidades. Você ver o que quiser quando olha pra alguém. Eu prefiro ver as qualidades, os valores que estão intrínsecos nele porque de defeito todos já estão cansados de ver. Olho para o outro e vejo expectativas, vejo sonhos, vejo projetos... Sou capaz até de projetar algo pra pessoa. (risos), mas isso quando vamos conversando e trocando ideias.

O que você acha que mudou no seu processo de escrita ao longo dos anos? O que você diria a si mesmo se pudesse voltar aos seus primeiros escritos?
Vim de uma infância muito sofrida. Perdi pessoas especiais muito cedo. Perdi meu pai quando tinha apenas 10 anos. Foi um baque terrível pra mim e pra meus 9 irmãos e pra minha mãe que por sinal estava grávida da minha décima irmã. Comecei a estudar tarde, mas já sonhava com o mundo da escrita. Me lembro que ficava extasiado quando abria um livro e via aquelas letrinhas juntas que se formavam palavras, frases, textos, histórias, romances... Eu ficava fascinado com tudo aquilo. E no meu primeiro ano de estudo, eu decidir lançar um livro. Quando eu não saberia ainda, mas ia fazer isso. Foi algo que gerou em 1989. E quando Deus coloca algo ao teu coração, há um tempo determinado para que se torne realidade e foi o que aconteceu comigo. Eu não deixei meu sonho morrer. As circunstância já me levava a transformar todas as minha dificuldades em textos. Em poemas e por aí vai. Até que 26 anos depois, Deus me deu a graça de lançar o meu primeiro livro “Doce Aroma de Poesia” uma coletânea com 300 páginas, onde verso sobre tudo, mas sempre dando ênfase a beleza que há no SER HUMANO. Verso muito sobre o Autor e Consumador da minha fé, a quem eu devo tudo o que tenho e que sou... DEUS! Ele que é o meu POETA MAIOR. Minha INSPIRAÇÂO ABSOLUTA. Se hoje eu pudesse voltar no tempo, eu escreveria muito mais, eu tentaria contagiar muito mais pessoas. Eu me dedicaria muito mais ainda porque se tem algo que me agrada a fazer, chama-se ESCREVER. Escrevo porque amo, porque na escrita, me escondo, me encontro, me acho. Estou caminhando buscando escrever melhor porque somos seres dotados de inteligência e devemos usá-la pra tocar as pessoas, pra inspirar cada uma delas a ir muito mais além.


Inspiração

·         Como você se mantém inspirado? Você tem um grupo particular de autores a quem sempre torna a ler?
O que me mantem inspirado são o universo literário que acompanho e que me faz prosseguir quando alguns tentam me fazer parar. Leio muito a Bíblia, Nicholas Spark, Augusto Cury, Vitor Hugor, Machado de Assis, Danielle Steel, Rick Waren, John Stot, Fernando Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Vinicius de Moraes, Mário Quintana, Cecília Meireles, Cora Coralina, dentre muitos outros.

·         Que lugares inspiram você?
A natureza em si. Lagos, cachoeiras, praias, flores, animais... Observar tudo isso me inspira e me mostra a grandeza de Deus quando fez tudo isso para que cada um de nós pudéssemos usufruir do melhor desta terra, não tem preço!

·         Você aguarda um momento de inspiração para começar a escrever?
Não... Geralmente eles surgem do nada! Porém, há momentos que estou meio bucólico. Nestes momentos, prefiro ficar só, colocar uma boa música e por mim o mundo se acabe, mergulho naquele momento e só paro quando concluo o que veio ao meu coração.

Ambiente de trabalho
·         Você precisa de um ambiente em particular para escrever?
Preciso sim. Gosto de estar só para escrever, mas confesso que muitos dos meus textos foram escritos dentro de ônibus, em lanchonetes, em shows, em praças, na igreja. Quando bate inspiração a inquietação vem junto e não gosto de perder tempo porque algo bom pode surgir nestes momentos. Registrar se torna o melhor remédio.

·         Como costuma ser o seu local de escrita? Além do óbvio, há algo de diferente ou incomum em sua mesa de trabalho?
(risos)... Uma garrafa de café, livros ao meu lado, papel e caneta ou coisas bizarras como guardanapos que me inspira. Uma boa música porque nos faz mergulhar naquele universo.

·         Você prefere silêncio ou algum tipo particular de música quando escreve?
Escrevo das duas formas, mas com músicas também. Instrumental principalmente, mas com letras também. Porque prepara não apenas o espírito como a alma também. Enriquece o que estamos escrevendo.

Rotina
·         Você segue uma rotina quando está escrevendo um livro?
Sigo sim. Primeiro me preocupo em colocar tudo no papel para depois selecionar. Depois começo a selecionar o que deve ou não deve permanecer no livro. Ao enviar para a editora, começamos o processo de elaboração e confecção da capa, diagramação, convites, valores, local para lançamento, parcerias. Aprovar algo, reprovar outros e por aí vai, até aquele rascunho se tornar um livro de fato. É uma gestação.

·         Você mantém uma programação de escrita rigorosa?
Quando começo a querer transformar aquilo em livro, sim! Procuro ser disciplinado.

·         Quanto tempo você precisa escrever até achar que concebeu algo?
Não existe um tempo específico. Eu prezo pela qualidade e isso me basta.

Sofrimento
·         Você acha que a escrita é um processo doloroso e desgastante ou ela vem fácil pra você?
Torna-se doloroso quando escrever se torna obrigação e como eu disse e pareço até repetitivo, fazer o que gostamos por amor, torna isso mais fácil e produzimos com qualidade.

·         Você sente que a escrita fica mais fácil à medida que envelhece?
A velhice nos torna mais maturo e buscamos aperfeiçoar. É preciso se começar a escrever independente da idade e quanto mais o tempo passa, mais você se aperfeiçoa.

·         Qual o mais difícil, escrever a primeira ou a última frase?
Já tive dificuldades com as primeiras linhas porque depois flui com facilidades. Em outros momentos alguns poemas arde dentro de mim completo e eu apenas escrevo. É maravilhoso quando isso acontece.

Influências
·         Algum autor influenciou você mais do que outros?
Sim. E como!

·         Quem são seus escritores favoritos?
Já citei alguns acima. Mas como gosto muito de poesias. Carlos Drummond é o meu melhor. Pela simplicidade que ele possua na sua escrita, na sua poesia carregada de emoção que sempre tocou o meu coração. Como me encontro nos seus versos. Mas, claro que tem muitos outros. Castro Alves, Fernando Pessoa e etc.

·         Você poderia recomendar três livros aos seus leitores, destacando o que mais gosta em cada um deles?
1.     “A Bíblia” porque foi e é o maior livro de toda a história universal e por mais que tentem negar a sua importância, seria perda de tempo porque ela é atemporal. A única que tem resposta pra tudo em qualquer situação. Tudo depende de como você ler e o que está disposto a ouvir.
2.     “Uma só vez na vida”, um livro que conta a experiência de um menino autista que sua mãe descobre no momento que está lavando a louça e cai um prato perto dele e ele nem se quer se assusta. A mãe corre doida já desesperada porque a louça caiu perto dele e aí começa fazer exames e descobre que ele é autista. Um dos melhores livros de Danielle Steel... Super emocionante e super indico.
3.     “Olga Benário” judia, comunista entregue ao governo de Hitler por Vargas. Uma intrigante história de uma mulher forte que lutou contra o governo de Hitler sobretudo na dizimação dos judeus pelos alemães... Um livro emocionante da capa a contracapa.

Motivação
·         Por que você escreve
·         Escrevo porque gosto
·         Me sinto realizado!
·         Escrevo porque é uma terapia
·         Porque registro passo a passo as fases da vida!
·         Boas ou ruins... As registro como num desabafo
·         Como uma forma de ver que tudo vai passar
·         Principalmente os momentos que parecem tenebrosos
·         Que desgasta meu emocional!
·         Escrevo para ver passar o tempo,
·         Pra ver se tudo vale a pena
·         Se a alma não for pequena como já dizia Fernando Pessoa!
·         Escrevo para preencher a sensação de vazio
·         Desespero ou até mesmo solidão.
·         Escrevo para me equilibrar emocionalmente
·         Para controlar a fúria avassaladora que ousa prevalecer
·         Após um dia exaustivo de trabalho!
·         Escrevo
·         Escrevo
·         Escrevo...!
·         E ainda assim, esta vontade louca prevalece
·         Permanece como se fosse à primeira vez...
·         Escrevo tão somente porque sou apaixonado pela magia da escrita!
·         Loucura minha de cada dia
·         De todos os dias!

·         O que foi determinante para que você se tornasse um escritor?

Aquele sonho que começou quando eu tive meu primeiro contato com as letras. Ele foi gerado por anos e anos dentro de mim. E sonho nos impulsiona a realizá-los. Eu perseverei e Deus realizou em mim!
·         O que motiva você como escritor?

Deus... Meu Poeta Favorito. A razão da minha adoração. Da minha existência. O Ser humano. A natureza.

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