sexta-feira, 25 de maio de 2012

Falando para mim mesmo coisas que jamais posso esquecer!


E caráter não encontramos nas prateleiras de supermercados ou muito menos estampadas em vitrines de nenhuma loja.
Caráter é fruto do meio em que vivemos
Dos nossos momentos em família quando os nossos pais nos diziam o que podia e não podia fazer diante das coisas e dos fatos.
Diante dos momentos em que chegávamos em casa com algo diferente e logo éramos sabatinados: _ Quem lhe deu isso? Porque lhe deram isso? Vamos lá devolver isso e se de fato te deram, você poderá ficar, mas caso contrário terá de devolver e ainda vai tomar uma surra por isso....
Quem do nosso tempo não passou por isso?
E nunca morremos por causa de uma surra... Vale ressaltar e isso também fazia parte da formação do nosso caráter, do nosso ser!
E o tempo passa rápido né?
E quem não se lembra dos nossos professores ensinando que mais vale um pouco tirado do nosso suor, ao muito tirado de forma ilícita?
Isso era formação de caráter?...
Saudades dos tempos em quem minhas fessorinhas tinham poder de decisão sobre nossas vidas. Saudades dos tempos em que nas reuniões na escola elas nos elogiavam como nunca quando cumpríamos com os nossos deveres... Ah... E nos entregavam viu quando faltávamos com nossas obrigações... Hehehe!
Saudades de tudo isso!
Saudades dos tempos que caráter era lição de casa, lição de vida e colocada em prática, lição de orgulho!
Hoje, embora falando de saudades, não posso dizer que caráter estamos encontrando mais assim como antes.
O que mudou-se com os tempo?
Porque esse dentre muitos outros valores que faz parte, ou ao menos deveria fazer parte da formação do ser humano, não está mais assim em evidência?
Porque toda esta inversão de valores?
Nossa sociedade está se deteriorando e se vacilar, de camarotes estamos assistindo a tudo e sem nada fazer.
Porque não mais gritamos pela Educação como antes?
Cadê toda nossa vivacidade diante da questão?
Porque ainda estamos vivendo o jogo de interesse sendo demasiadamente distribuído debaixo dos nossos olhos e nada fazemos?
Estamos de olhos vedados?
Até quando?
O que mais me apavora é ver que nessa inversão de valores, o homem olha pra dentro de si e se veem como deuses, mas de fato onde está Deus?
Ele não estava presente desde a nossa criação (ao menos pra quem acredita né, diga-se de passagem) até na formação da nossa personalidade?... Ah... E eu acredito!
Sim... Sinto saudades dos tempos que Ele também era visto como ponto essencial na formação do ser humano e hoje está sendo banalizado e quando o lembramos, de certa forma ainda o acusamos pelas formas desastrosas que o mundo se encontra em algum momento!
Saudades de mim mesmo...!
Dos tempos da velha inocência
Da velha infância
Onde tudo isso não era falado
Era vivido e colocado em prática todos os dias!    
  
Me lembrei de um poema que fala muito comigo...
MEUS OITO ANOS/Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Ai ai... Hehehe!...
Saudades de tudo isso aí!
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2 comentários:

Valéria disse...

Meu Amigo!
Agradeço sempre a Deus por colocar em minha vida pessoas especiais, mesmo que sejam virtuais. Obrigado pelo carinho de suas palavras e por me visitar, quero te desejar muita saúde e que Deus te abrace fortemente.
Obrigado pela força.

Blog da pró Edenícia disse...

Excelente poema. Enquanto o lia passou um filme da minha infância.
Parabéns!

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