domingo, 1 de abril de 2012

Pau Brasil_BA... Rumo aos seus 50 anos!


Pau Brasil... Rumo aos seus 50 anos!

Hoje, quero lembrar da forma mais doce e poética minha querida cidade por quem tenho muito amor!
Falar sobre essa cidade dispensa comentários visto que ela é ímpar, inigualável mesmo. Uma cidade que me proporcionou muitas alegrias. Ali, já chorei, já sorri... Já aprontei... Já fiz de tudo um pouquinho... Mas, é melhor deixar essa parte de lado né?
O que tenho mais saudades são os incontáveis passeios à Cascata, Rio Pardo, Rio Água Preta, Córrego Verde, Ourinho... Nossa! Como é bom trazer à tona os banhos memoráveis acompanhados das pessoas mais especiais do mundo... Um momento, os amigos, outros, a família e assim... A diversão estava mais que garantida!
Isso é falar de Pau Brasil de uma forma apaixonada... Recordar os melhores momentos nas Praças Juracy Magalhães, Santa Luzia ou simplesmente o mais popular Jardim de Zé Neris né?...kkkkkkkkkkkk... Na maioria das vezes, também rodeado de amigos ao som de voz e violão ou quem sabe em algum culto ao ar livre... Que coisa boa poder relembrar de tudo isso e deixar fluir, coisas que só as doces lembranças merecem.
Quando olho para trás e vejo aquela ruma de crianças correndo no Bairro Novo, brincando de caré, de se esconder, ou até mesmo batendo uma boa resenha. Quem se lembra de tudo isso? Quem, junto comigo já apagou inúmeros contadores e ainda ouviam alguém dizer: “_Faltou energia ou foi aquele bando de trombadinhas que estão aprontando?... Eu ainda mato uma miséria dessas!”... Meu Deus, como era delicioso participar de tudo aquilo e viver tudo aquilo.
Das inúmeras histórias, uma delas me dá uma sensação tão boa e vontade de viver tudo aquilo outra vez, e com certeza íamos ri mais do que tudo.
A famosa igrejinha que tinha na rua do Pipoqueiro, mais pertinho ainda do cemitério.Um grupo de pivetes e eu no meio é claro, estávamos brincando de se esconder dentro do cemitério e era noite e o povo na igreja orando. Só que não haviam nos visto e logo veio uma ideia genial de alguém chamado Marcelo De Rau, que resolveu imitar um bebê chorando do lado de dentro do cemitério.Pasmem, queridos... Quando aquele grito fino saiu de um bebê chorando, ouvimos um: “_ Tá repreendido Satanás, esse choro deve ser de uma mãe que abortou e hoje a alma dela chora!”... Parece brincadeira, mas é verdade! Rimos tanto, mas tanto, que isso tornou-se parte da nossa diversão nos dias dos cultos fervorosos daquela igrejinha!kkkkkkkkkkk... Igrejinha não no sentido de inferioridade, mas no sentido de ser pequena!... Tempo bom viu!kkkkkkkkkkkkkk...
O que dizer dos incansáveis baleados, ou tiro de guerra como outros conhecem e mais popularmente ainda conhecido como queimado? Falar deles e não relembrar das incontáveis surras pelas confusões causadas por conta dele!kkkkkkkkkkkkk... Tempo bom demais meu Deus!... Porque nós crescemos hein?... Se pudesse voltaria a minha vidinha de antes e cresceria nunca... kkkkkkkkkkkkk!
As visitas à igreja, era uma das mais esperadas visto que só saíamos aos domingos quando mãe prepara aquela frota de meninos e descia ladeira abaixo, naquela penca... 10 meninos de mãos dadas, roupas por dentro e vira e volta, o grito: _”Olha pra frente menino... Cuidado com o carro!”...kkkkkkkkkkkkkk... Tudo passou, restando apenas as boas recordações!
Encerro esse momento, com o poema de Casimiro de Abreu:
Casimiro de abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Grifo meu: E se fosse pra apanhar... Apanharia tudo de novo porque mesmo apanhando... Era Feliz!... Lembra da dona Catifunda da Escolinha do Professor Raimundo: “Eu gostho!”kkkkkkkkkkkkkk...”

Um comentário:

J.F.AGUIAR disse...

Meu irmão e amigo, Passei para para observar seu brlo blog.
Sua cidade é muito bela... cachoeiras, rios...e o nome Pau Brasil...a natureza foi muito
generosa para com vocês, amigo Parabéns pelo aniversário de sua
cidade. forte abraço, muita Paz

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