domingo, 2 de outubro de 2011

Aventuras...

O que dizer dos tempos que juntos

Divertíamo-nos pra valer

Brincávamos de corre-corre

Pega-pega

Cobra-cega...

E quando a noite após um dia de brincadeiras intensas

Sentávamos ao redor do velho fogo a lenha

Acompanhado da velha caneca de café

E ali contávamos e recontávamos histórias

Da vida real ou até as mais bizarras estórias de assombração!

Que aventura...

Após um intenso dia de brincadeiras

Dormi com o coro quente como dizia nossos pais

Ao nos pegar com um velho cinto

Ou quem sabe com a velha bainha de facão

Porque sempre terminava em briga por um simples

Mal entendido ou algo totalmente premeditado

Como um tapa...

Um beliscão ou maldosamente uma mordida

Ou quem sabe até um punhado de areia nos olhos para ganhar tempo

E se esconder pra não ser o bobo do momento

Chamado de caré!

Quanta maldade inocente!

Aventuras... Diversão pra valer!

Ah...!

Como éramos felizes e não sabíamos!

Ah...!

Se pudéssemos regressar e voltar à velha infância

A inocência nata...

Essencial!

Hoje restam-nos apenas os fragmentos de Cassimiro de Abreu

Quando deixou bradar da sua alma:

“Ai que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida que os anos não trazem mais!”

Aventuras...

Saudades de quem um dia viveu pra valer!

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Lançamento do meu I Livro "Doce aroma de Poesia!"

Convite Especial...  Lançamento do Meu I Livro de Poemas e Poesias... "Doce a...