segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Missão 2011... Uma experiência mais que inesquecível!

Naquele dia levantamos cedo conforme o combinado

Por nosso pastor para começarmos nosso trabalho missionário.

Como era domingo, fomos até a feira fazer as compras do dia.

Ah... Em Vale do Catimbau_ PE a feira acontece aos domingos. Outro dado mais importante que devemos ressaltar é que, naquela comunidade se encontra o segundo maior Sítio Arqueológico do Brasil, o que diferencia tudo ali, pois o lugar é divinamente abençoado por Deus.

Vale do Catimbau ainda possui no máximo 3.000 (três mil habitantes).

Possui algumas igrejas evangélicas, mas percebemos ali uma morbidez espiritual muito grande, e isso não foi difícil de notar, era mais que visível para todos nós e se por acaso ninguém quisesse ver, certamente algum morador daquele lugar fazia questão de nos dizer isso, quando os abordávamos para proclamar boas novas de salvação.

Enquanto estávamos na feira, podemos observar mais como seria aquele dia de evangelismo. O pr. Júnior falava com Diego e comigo sobre nossas estratégias ali para atrair a comunidade para a igreja, uma vez que ele começaria o trabalho com a gente e logo após, iria pregar na Escola Bíblica Dominical.

Voltamos pra casa e após tomar nosso maravilhoso café, ele nos ordenou que fôssemos evangelizar e convidar as pessoas para vir à igreja tanto pela manhã quanto à tarde e a noite já que estaríamos numa missão mais que especial. Assim, oramos e partimos rumo a nossa tarefa.

Como sempre, dividimos em duplas para uma maior cobertura espiritual. A estratégia era a seguinte: “Quando abordarem uma pessoa para convidá-la a vir à igreja, diz o local e porque cada um deles são importantes para Jesus e necessário é que aceitemos a Cristo enquanto podemos achá-los... Nunca perca a oportunidade de dizer que Cristo os ama de forma incondicional e nunca perca a oportunidade de dizer isso, pois talvez esta pessoa nunca mais terá oportunidade de ouvir de Cristo.” Palavra do nosso pastor. Enquanto um fala, o outro fica orando e se perceber que o outro está se enrolando, aí o que estava orando entra em ação... Se houver alguma situação difícil, me procure que vamos ajudá-los, agora vamos em nome de Jesus... Na hora da EBD eu volto e vocês continuam.

E lá vamos nós... Parávamos todas as pessoas que passavam por nós e falávamos o quanto o Deus de amor as amava e qual foi o seu verdadeiro sacrifício por nós quando nos deu seu Único Filho para que não morrêssemos mais tivéssemos a Vida Eterna.

Muitas das pessoas aceitavam o que falávamos e diziam que iriam nos visitar sim, logo mais a noite.

Vale ressaltar que muitos corações ainda estão endurecidos para a Palavra de Deus... Muitos querem sucesso, querem bênçãos, mas abri mão do velho EU é a parte mais difícil e ainda rejeitam o evangelho e a Palavra de Salvação. Isso também encontramos ali naquele lugar.

Toda vez que voltávamos pra casa para compartilhar as nossas experiências, sempre tinha algum de nós com o coração apertado porque não entendíamos porque as pessoas estavam morrendo escravizados pelo pecado e ainda assim não aceitavam a vida eterna, preferia permanecer escravos do diabo... Falávamos pra elas que o Senhor queria e quer que cada um de nós participemos da sua glória, mas necessário é morrer pra nós mesmos e nos lançarmos aos teus pés de amor.

Voltando para Vale do Catimbau...

Naquele dia de domingo, o pr. nos disse que assim que terminasse de concluir o trabalho de evangelismo, era pra voltarmos pra igreja porque estaríamos apenas concluindo o trabalho que já havia começado no sábado e faltavam algumas vielas, diga-se de passagem.

Quando deu nove e meia, o horário da EBD, todos já estavam de volta pra igreja, mas um dos grupos estava voltando um tanto insatisfeito porque faltava apenas uma pequena rua com mais ou menos umas 15 a 20 casas exageradamente falando para completar o percurso. Uma das integrantes vinha relutando com seu irmão para completar aquele espaço e seu irmão dizia que não, que o pr. havia mandando que voltássemos as 09h30min para EBD... Mas, ainda assim ela relutava e foi quando fomos nos ajuntando perto da igreja e ao achegarmos perguntamos o que havia acontecido e ela nos contou e eu disse que iria falar com o pr. rapidinho e se ele nos autorizasse, voltaria um pequeno grupo e completaríamos. Pedi que esperassem ali e eu fui falar com nosso reverendo. Minutos depois eu voltei e trouxe a sua autorização para concluir a pequena viela.

Então, perguntamos quem iria conosco e logo montamos um quarteto para ir e os demais voltariam para o culto que já havia começado.

Sabem queridos,

Desde quando saímos da cidade de Arcoverde_ PE para aquele cidade de Vale do Catimbau, tínhamos plena consciência de que tinha alguma coisa anormal ali, porque aparentemente tudo estava bom demais, embora voltando pra casa algumas vezes tristes quando alguns rejeitavam a Palavra do Pai.

Nas vésperas de irmos a Vale do Catimbau, pela manhã em Arcoverde, o pr. me disse que estaria pensando em fazer um folheto específico para a Missão... A cena que ele descrevia era a de Jesus e o Gadaremo. Não sei se vocês lembram quando Jesus atravessou a Galileia para ir até Gadara para apenas curar aquele gadareno endemoninhado?... Estas foram às palavras do nosso reverendo... Ele ainda me disse: _PI, o objetivo deste folheto é dizer pra estas pessoas o quanto Deus as amam e em nome desse amor ele trouxe este grupo de 14 jovens do sul da Bahia, há mais de 1.200km de distância apenas para dizer que só Cristo salva e liberta... PI... O título do folheto será: Você é especial para Deus!... E eu ainda concluo, é por isso que estamos aqui para lhe dizer isso!

Essa conversa antecedeu, como disse a nossa ida para Vale do Catimbau. E em nossos momentos de reflexão também esta angústia era passada para todos nós. Todos nos questionávamos: Porque o Senhor nos trouxe a este lugar? O que devemos fazer aqui? Apenas pregar e nada mais? Qual a lição que isso significa para mim?... Eram tantas indagações que parecia que iríamos enlouquecer, porque todos nós estávamos cansados da vida que estávamos levando no dia-a-dia! Uma vida de mesmice, de reclamar de barriga cheia, uma vida de murmuração. Uma vida até mesmo sem amor ao próximo!

Voltamos agora para aquela pequena viela.

Quatro pessoas estavam ali, Rebecca, Jéssica, Diego e eu. Passamos por algumas pessoas e falávamos para ela de Cristo, entramos em casa e oramos por algumas pessoas que estavam precisando ouvir algo de Cristo, mas que ainda assim, não se entregavam. Encontramos pessoas desviadas que sabem e conhecem a Verdade, mas não tem força para romper estas correntes diabólicas e se lançar aos pés da Cruz. A Cruz que liberta, que cura e que trás novidade de vida... A Cruz da Vida Eterna!

Queridos...

Em nossa caminhada, deparamos com uma casa um tanto estranha. Uma casa de alvenaria. Era uma casa bem pequena. Um cheiro forte saía de lá de dentro. Uma janela aberta e quando chamamos na porta, uma voz estranha respondeu com palavras estranhas e sem entendermos perguntamos se poderíamos entrar e ouvimos dizer que sim e assim fazemos.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

_Meu Deus do céu... O que é isso?

_Qual o seu nome?

_A senhora mora com quem aqui?

_ Tem alguém que te ajuda?

Foram tantas as perguntas. Estávamos perplexos com o que víamos ali.

Era desumano demais ver tudo aquilo e nada poder fazer. Ver aquela senhora naquela situação.

Pedimos à mulher que nos contasse mais sobre ela.

Ela nos disse que seu nome era Maria e que morava com um filho chamado Isaías que de tanto beber chegava a vomitar sangue, e tava no outro quarto deitado bêbado de cachaça e dormindo. Ela tava daquele jeito ali há quase oito anos naquela mesma posição e ninguém ajudava ela, apenas uma mulher que ia lá e lhe dava comida, mas ela não suportava mais aquela vida.

Nós começamos a falar de Jesus pra ela. Que ele jamais queria ver ninguém naquela situação, que ele a amava tanto a ela quanto o seu filho e que se ela quisesse ele transformaria aquilo tudo e tiraria ela das trevas para a verdadeira luz. Foi então, que para a nossa surpresa que ela disse que era crente. Perguntamos de qual igreja e ela nos disse (mas isso é o que menos importa aqui, até porque se trata de uma denominação que prega o evangelho fácil e que bens materiais é mais importante que o bem espiritual).

Queridos não posso concluir esta postagem sem tentar descrever aquele ambiente para que vocês compreendam do que estou falando.

Era uma casa pequena como já disse. Uma casa que cheirava a mal e não tinha como cheirar bem porque aquela senhora morava com este filho que era alcoólatra em estágio deplorável. Fazia vômito em qualquer lugar da casa. No quarto da dona Maria, tinha uma cama que tinha sido feita da junção de dois bancos velhos de igreja. Isso mesmo, dois bancos velhos e ela deitada em cima de um monte de roupa suja que além de ficar esparramada na cama ainda ficava em sacolas velhas também. Ainda na sua cama ficava restos de comida velha, de pele de frango que supostamente alguém dava pra ela e a coitada comia aquilo achando que era alimento, tinha gordura velha e carne seca tudo isso ao lado da cabeceira da cama dentro de algumas panelas velhas sujas também... As moscas faziam o que bem entendia ali, as moscas eram daquelas azuis apenas para ver a situação daquelas peles... Ainda aos seus pés, em cima da cama ficava um penico cheio de catarro, urina e fezes... Debaixo daqueles bancos alguns gatos imundos ao seu redor. Ela nos disse que o penico ficava ali porque ela usava sonda e não tinha como sair dali. Perguntamos como ela fazia pra tomar banho e ela nos disse que a vizinha molhava um pano e passava apenas nas parte de cima e pela descrição dela, deixou a entender que sua suposta higiene era feita apenas da cintura pra cima.

Perguntamos a ela qual o problema de saúde dela e ela nos disse que ela teve uma paralisia do lado esquerdo, mas que seus remédios eram caros e por não ter quem cuidasse dela, ela acabou ficando daquele jeito e que no mês de abril completa oito anos que ela tá na mesma posição na cama e que já perdeu o movimento de quase todo o corpo, apenas se movimenta ainda uma de suas mãos porque o resto já esta paralisado... Perguntamos por que tudo aquilo ficava ali e ela disse que era pra facilitar pra ela se alimentar porque pelo fato de ser deficiente, era a única forma que ela encontrava de se virar sozinha, quando a vizinha não vinha ajudá-la...

Queridos,

Perguntamos se poderíamos orar por ela e ela disse que sim... Foi então que Diego começou a orar pedindo misericórdia e clemência por aquela vida porque nunca imaginávamos que encontraríamos um ser humano numa situação daquelas... Nossa vontade era abandonar tudo e sair correndo dali porque o fedor de carniça era grande, as carnes ou gorduras velhas e peles de galinha já cheiravam mal e podres e aqueles gatos ali fedendo mais ainda ao redor dela, do lado daquele penico com tantas podridões... Meu Deus, porque tudo aquilo?

Enquanto orávamos, Rebecca foi em direção a cozinha e eu peguei no ombro dela, mas ela já estava olhando para outro quarto que estava do lado da cozinha. Eu pedi que ela me esperasse e quando olhamos para dentro daquele lugar escuro e com mau cheiro também, nos horrorizamos mais ainda, pois lá estava o famoso Isaías. Paramos na porta do quarto dele e ele aparentemente dormia, eu então o chamei pelo nome:

_ Isaías?... Isaías?

_Oi...!

_Tudo bem com você?

_ Tudo sim!

_Isaías nós somos do sul da Bahia e estamos há mais de 1.200km daqui e viemos aqui apenas para dizer a você que Deus tem coisas grandiosas pra fazer na sua vida, só depende de você Isaías!... Você sabia que o diabo veio apenas para roubar, matar e destruir?... Mas Cristo sim, veio para que tivéssemos Vida e Vida em Abundância para mim e para você Isaías? Você quer sair desta vida?

_Eu quero sim!...

_ Você sabia que Isaías foi um grande profeta do Senhor e que você hoje pode ser como aquele profeta?

_Eu sei sim!

_Você quer que nós oremos por você?

_Quero sim!

_Segurei em sua mão e pedi que ele confessasse assim com seus lábios: “Senhor Jesus tem misericórdia de mim e me tira desta vida porque já não mais quero viver assim. Tô cansado desta vida e sei que só o Senhor pode mudar e restaurar minha vida. Me transforma Senhor e me tira desta escravidão do pecado. Quero mudança de vida Senhor... Me ajuda em nome de Jesus!... Amém!”

Logo após, esta oração, pedi que ele fechasse seus olhos e iríamos orar por ele de novo e foi então que ele fechou os olhos e assim Jéssica, Diego já tinha terminado de orar por dona Maria e já estavam ao meu lado ali orando comigo. Rebecca, não tinha resistido a tudo aquilo por um momento e me deixou só, mas logo voltou para orar conosco também!

Sabem amados, se você já leu até aqui, peço um pouco mais de paciência e conclua esta história que eu espero que de alguma forma te quebrante e te faça entender qual o seu papel enquanto mensageiro de Cristo.

Saímos daquela casa calados e perplexos por um momento e os meninos pediram que parássemos um pouco porque tava difícil continuar o evangelismo... Assim paramos numa esquina como quatro loucos e chorávamos de tal forma que quem nos olhava nada entendiam. Chorávamos descontroladamente e nos questionávamos: _Meu Deus como pode uma mulher viver daquela forma? Ela já está morta há muito tempo pela situação que se encontra como ela ainda diz que é crente? Ela nunca foi liberta das prisões de Satanás... Cadê os crentes desta cidade que nada fazem por ela? Cadê sua família? Como pode alguém viver num estágio vegetativo como aquele? O que nós podemos fazer por ela? Não podemos sair e fingir que nada aconteceu pras nossas casas?

_PI nós voltaremos para Pau Brasil e vamos deixar esta mulher assim?_ Indagou Rebecca em prantos!

_ Alguém tem que fazer alguma coisa... Como Deus pode permitir aquilo meu Deus!_ Era Jéssica se indagando!

_ Eu nunca imaginei que iria dá de cara com algo assim... Meu estômago não ta resistindo diante do que vimos... Sinto ânsia de vômito!_ Dizia Diego!

_ Não tem como voltarmos iguais os meninos, é forte demais aquilo tudo... Também sinto vontade de vomitar... Sentir vontade de sair correndo da casa dela, mas se assim fizesse, como poder continuar pregando que Cristo não faz acepção de pessoas se eu faço?... Meu Deus nos ajude Pai, porque doi demais ver tudo aquilo!

Queridos...

Queríamos continuar o evangelismo naquele pequeno vilarejo, estávamos surrados emocionalmente para prosseguir, mas mesmo relutando concluímos tudo aquilo e voltamos para a igreja absorto, nossa mente estava frenética e passávamos pelas ruas chorando e por mais que tentávamos nos conter estava difícil demais, foi então que adentramos a igreja que por sinal já tinha terminado o culto. Entramos gritando o pr. e todos se voltaram para nós e chorávamos e todos perguntavam o que tinha acontecido e não conseguíamos falar, pois chorávamos convulsivamente... Os membros dali nada entendiam também, o grupo da Missão veio correndo saber por que estávamos assim. O que afinal tinha acontecido?

Foi então que começamos a narrar tudo o que tínhamos visto ali. A forma mais lamentável que acontece quando o ser humano se deixa ser manipulado pelo diabo. Choro de lamentação... De raiva, de revolta de nós mesmos porque reclamamos de barriga cheia, reclamamos de tudo ou até mesmo de nada. Falamos de tudo, menos do amor de Deus, do amor que liberta amor que transforma... Amor que nos faz triunfar em meio a qualquer problema.

Quantas vezes preferimos está em qualquer lugar, menos aos pés da Cruz e o Senhor continua nos dizendo: “Onde estão aqueles que dizem que me amam? Quem me seguirá e abandonará tudo por amor a obra? Por amor a mim?...” O que faremos, após tudo aquilo passar e voltarmos para o conforto dos nossos lares, para a roda dos nossos amigos, trabalho, escola, faculdade?... O que faremos queridos em nome desse Evangelho uma vez que o sacrifício que o Pai fez por nós foi alto demais? Quanto mais falávamos podíamos ver lágrimas caindo dos olhos de outras pessoas do grupo e soluçávamos como criança que perdeu o seu mais que adorado brinquedo.

Nunca imaginei que eu um dia, iria chorar daquele jeito. Naquele momento eu comecei a fazer novas indagações comigo mesmo sobre aquilo tudo. O nosso Rev. Júnior pegou a palavra após nossos relatos e nos disse em lágrimas :_ Gente, estamos todos perplexos com o que vocês nos contaram, mas isso me faz recordar de novo PI a história de Jesus indo até Gadara para curar aquele endemoninhado... Lembra que falamos isso ontem lá quando falávamos em fazer o nosso folheto especial? O Senhor nos trouxe de tão longe para vivermos tais experiências que com certeza jamais seremos os mesmos... É triste a situação, mas não se esqueçam que em nossa cidade tem gente semelhante à desta senhora como de muitas outras. Mas, o que devemos fazer? Esta mulher aqui é obrigação do povo aqui dá conta se preciso for e nós devemos sim fazer muito mais pelas que estão lá no nosso município, que estão morrendo sem Cristo e até mesmo padecendo por falta de pão e não é apenas o pão material não, é o espiritual mesmo.

Esta senhora que vocês encontraram aqui, segundo os membros aqui da igreja, ela tem filhos e que já até compraram casa nova pra ela, mas ela não abandona aquela por nada... Já quiseram levá-la pra morar com eles em outra cidade, mas ela não quer sai dali. Existem milhares de pessoas que simplesmente preferem morrer escravo de Satanás... É triste, é lamentável, mas segundo eles é a verdade!...

Agora eu posso perceber que o Senhor nos tirou ali de Arcoverde para aqui encontrarmos uma situação como esta para acordarmos para vida e lançar a mão no arado para levar boas novas aos cativos e ganhar almas para o Reino de Deus... Afinal... “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos. (Pr. Júnior)

Aos amados leitores meditem conosco o que diz as sagradas escrituras... “E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!”

Rm 10. 14

Porque nós quatro vimos esta cena no meio de 14 pessoas?

O que temos em comum diante do fato?

Qual a nossa opinião sobre Missão?

Até onde levamos a sério?

Seria um despertamento?

Um chamado quem sabe?

Afinal... Que lição tomar diante do que vimos e ouvimos naquele dia de domingo em Vale do Catimbau?

Três meses se passaram e depois daquele dia 30 de março nunca mais fomos os mesmo...

Ontem por exemplo estava indo a rua e no carro enquanto ouvi uma linda mensagem do Ministério Livres para Adorar, mais uma vez fui tomado por aquela cena que ocorreu no dia 30 de março em Vale do Catimbau...

Me senti sendo tomado para aquele dia e comecei a repensar nos fatos e algumas indagações me sobrevieram. Irei compartilhar algumas delas com vocês para ver se compreendam o que estou tentando entender e assim, se foi algo além de uma simples situação, me dedicar por completo à obra. Ah... Deixe-me corrigir, não tem como dizer que aquela situação deplorável foi uma “simples situação” como cometi o grave erro de dizer tamanha barbaridade.

Eis minhas indagações afinal,

Porque nós quatro vimos àquela cena no meio de 14 pessoas?

Sendo mais claro diante desta questão...

Porque a irmã Adália ou Pr. Júnior que já são bem mais experientes não viram?

Ressaltando também, que todos nós estávamos angustiados como mencionei na postagem anterior, uma vez que até aquela manhã de domingo, nada de impactante assim tinha nos acontecido? Não é que estou aqui, diminuindo a grandeza dos outros momentos em Arcoverde_ PE, pelo contrário, lá vimos Deus agindo poderosamente também tanto é que houve conversões de almas ali e milhares de sementes semeadas que com certeza ao longo dos anos darão frutos e novas igrejas ali serão implantadas para honra e glória do nosso Senhor Jesus.

Porque não Jônathas que já tem responsabilidades e atua abençoadamente na igreja? Aliás, no dia do ocorrido, era o grupo dele que deveria fazer aquela pequena viela que faltava, diga-se de passagem. Ao menos aos nossos olhos, este tinha sido o nosso planejamento. Então, em obediência ao Pr. ele acabou voltando juntamente com Jéssica que estava apreensiva para completar sua área. Ah... Estava de certa forma indignada, vale frisar aqui.

Nos encontramos e após a permissão do Reverendo, lá se formaram um quarteto rumo a esta missão que com certeza nos quebrou em todos os sentidos. Físico, emocional, nos fazendo até mesmo questionar Deus de forma que nunca havíamos feito, ao menos eu não? Por que Deus permite que aquela mulher viva daquele jeito? Deus tem que ter misericórdia dela? Nós não valemos nada, as pessoas estão morrendo e nada fazemos.

Rebecca... Jéssica... Diêgo e Eu...

O que temos em comum diante do fato?

Qual o nosso papel diante de Missão? Pregar de vez em quando?

Quando apenas sentirmos vontade?

Onde estão aqueles que dizem amar a Deus?

Peço perdão aos irmãos que ali estavam na Missão, mas estive tentando avaliar o perfil de cada um para assim, ao menos tentar me encontrar diante do que vimos.

Porque não Jhonnys?... Mas, segundo ele, ele havia ido naquele trabalho em busca de algo que ele tanto precisa. Precisava de uma resposta para assim superar alguns problemas particulares, problemas que desde sua infância o acompanhava, mas naquela Missão Especial, ele seria tratado e nós vimos isso acontecer porque ele mesmo nos confessou de forma extraordinária. De uma forma que abalou nossas estruturas também... De forma mais que emocionante... Prometo que depois volto para fazer uma postagem mais que especial porque com certeza milhares de vidas que quiser mudança de vida e ler sua história, certamente poderá ver Deus operar de forma sobrenatural... Aguardem.

Mas vamos continuar esse relato para se chegar a uma resposta.

Olho e ainda indago... Porque não foi Weyssan o “escolhido” para ver tal situação uma vez que o mesmo já é seminarista e com certeza aumentaria ainda mais sua sede e confirmação do seu chamado?

Karoll... Minnie... Jiji... Fernando... Ou quem sabe Adna?

Porque não eles ali naquela cena?...

Até onde levamos a sério o que vimos?

Seria um despertamento?

Um chamado quem sabe?

Afinal... Que lição tomar diante do que vimos e ouvimos naquele dia de domingo em Vale do Catimbau?

É preciso agir enquanto há tempo para pregar boas novas aos cativos, aos sedentos...!

Eis minhas indagações afinal...

Agora é sua vez de agir pois Cristo está perto de voltar... E o que tens preparado para quem será?

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