quinta-feira, 8 de abril de 2010

























Bella...


Meu coração se emocionou quando ouvi o relato da Ana Carolina Oliveira:
“O coração dela ainda batia quando eu cheguei...
Eu apenas disse: _Aguenta filha, pois eu estou aqui!”
Fico imaginando que tamanha crueldade
Que coração perverso a ponto de interromper os sonhos de uma linda criança
Que já trazia no complemento do seu nome uma das suas características mais
Bella a querida Isabella!
Quando vejo nos noticiários suas fotos não posso deixar de ficar tocado
Comovido com o final trágico que lhe foi dado.
Como pode alguém matar seja lá por qual motivo,
Aliás, por covardia ou por indeliquência
Como pode alguém acabar com a vida de uma criança
De um ser que já trás consigo a inocência!?
Logo eu me reporto que estamos numa era
Onde prevalece a inversão de valores.
Era em que a mentira sobrepõe a verdade e nunca sabemos em quem confiar!
O ódio construiu castelos, muros de pedras nos corações
E o amor parece não mais existir porque o ódio já corrompeu até a alma
E a humanidade tornou-se indelinquente!
Era em que os pais já não são mais vistos como pai
E sim como inimigos como monstros!
Em alguns casos corrompidos pelo ódio eles acabam cometendo tais atrocidades
Dentre elas, a morte!
Agora ainda fico me perguntando:
Como negar fatos que aparentemente parecem tão óbvios?
Quem a matou?
O pai acompanhado da madrasta?
Uma terceira pessoa?
Quem ousou interromper o ciclo da vida de um anjinho
Que apenas tinha o direito de viver
Direito este que lhe foi negado por covardia...
Quem a matou?
Até onde predominará o cinismo, a frieza dos supostos assassinos?

Por um momento eu me ponho a imaginar aquela cena
Cena de tristeza
De ódio incontrolável de alguém que a matou
Que tirou sua vida Bella e ainda recordo-me de que para muitos o pai é um herói...
Mas que tipo de herói seria este que não defendeu
Que não socorreu a sua filhinha...
_ Papai... Papai... Não por favor!
_ Eu estou com falta de ar... Me ajuda papai!
_ Não papai, não faça isso Ana!
_ Socorro!...
E ali terminou sua vida sendo arremessada pela janela
Que em algum momento da sua vida
Ela chegou a sonhar com seu futuro quando via uma estrela cadente
Ou até mesmo o sono ia embora!
E agora?
Agora, só nos resta a lacuna
Um espaço que jamais será preenchido porque a doce Isabella já não está mais aqui...
Para sua mãe, restaram apenas os doces momentos em que pode desfrutar da companhia da pequena Bella
E assim a transforma num pequeno anjo da guarda...
Minha querida Bella
Que um dia olhou e admirou as estrelas
Hoje...
Ela se tornou uma estrela que com certeza brilhará o nosso céu
Por todas as noites!


Joselito Nascimento Otílio/Camamu_BA, 23 de março de 2010/Às 22h e 04min.

2 comentários:

Ernack(CP) disse...

PARABÉNS AMIGO...
MASSA POR DEMAIS....

J.F.AGUIAR disse...

Joselito, meu irmão seu texto
é retrato de uma dura realidade o que ocorre com as nossas crianças
quê brutalidade! que falta de amor!
continue... com este seu talento a nos mostrar sua senssibilidade poética, que nos fala profundamente aos nossos corações.
Não dá para esquecer de Isabella...

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