domingo, 7 de março de 2010













Sentir saudades!


Sentir saudades daquele tempo que unidos brincávamos no nosso quintal.
Tudo era diversão.
O barranco que ali existia era nossa escorregadeira...
Escorregávamos por horas e horas,
Às vezes, nossa roupa rasgava,
Isso era quase sempre.
Roupas brancas mudavam de cor em fração de segundos...
E os sermões de mãe quando ia lavar nossa pequena roupinha?
Tomávamos tantas broncas,
Às vezes até apanhávamos
Mas fazia parte da brincadeira
E no fundo no fundo
Tudo terminava em gostosas gargalhadas!
Sentir saudades
Dos incansáveis banho de chuva
Chutando água...
Lama,
Brincando de pega-pega
E quando a noite chegava
Tomávamos aquela velha caneca de café acompanhada com banana,
Aipim... Quando tinha porque o que prevalecia era o velho café com farinha...!

Que saudades daquele tempo
Quando podia te ver mãe
Quando podia te ver meu pai
Mesmo com a cara severa quando as coisas fugiam do controle!
Sinto saudades do pouco tempo que vivemos juntos
Porque hoje resta apenas boas lembranças que não voltam mais!

Joselito Nascimento Otílio/Camamu_BA/Em: 26 de maio de 2009
Na Escola Indígena Paraguaçu

“Saudades da minha terra
Da minha família
Saudades
do meu povo!”

4 comentários:

J.F.AGUIAR disse...

Lembrar do tempo de criança nos faz bem, que saudade boa, lembre sempre... seu poema sua vida muito bom o texto.

MARIO disse...

Esta poesia lembra-me dos meus tempos de muleke, ai que saudade.
Parabens pelo belissimo poema que nos faz viajar no tempo da infancia.

bruno disse...

Valeu pi gostei muito desse poema valeu te cuida ...

bruno disse...

oi pi gostei muito desse poema valeu te cuida !!

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